terça-feira, 24 de março de 2009

Tzefat, a cidade azul

Safed (Hebreu צְפַת Tzfat) é uma cidade do Nordeste de Israel. Situada a uma altitude de 800 metros acima do nível do mar, Safed é a cidade mais alta da Galiléia. Em 2007 a população era de 28.500 habitantes. Praticamente toda a população da cidade é judia e uma grande porcentagem dela é religiosa. Safed é bem conhecida pela sua importãncia na mística judaica chamada Cabala.

(wikipédia)
Na cidade de Tzefat, a cor predominante é o azul, como pode se observar.

Shelomo Molkho, um rico e famoso português que morou em Tzefat, conheceu lá uma jovem, mas teve que voltar para Hutz laáretz (fora da terra, de Israel), escreveu muitas cartas de amor para sua amada. Uma delas chama a atenção:

"Eu queria rever em Tzefat três coisas: o céu azul da cidade, as casas azuis, e os teus olhos azuis"
Mas o que chama a atenção realmente foi a resposta dada por um velho judeu quando lhe peguntaram sobre a cor da cidade:

צפת היא העיר הכחולה מפני שהיא השער לשמים

Traduzindo, "Tzefat é a cidade azul porque ela é o portão do céu"

Vaiqrá

O Álef Pequeno

A primeira palavra do livro chamado 'levítico', já nos chama à atenção. A palavra vaiqrá (e chamou) conta com uma letra menor que as demais, é a letra álef (א). Mais ou menos assim:

ויקרא

De acordo com o midrash, D'us 'chamou' Moshê para parabenizá-lo pelo sucesso da construção do mishcan. Moshê porém, em sua humildade, não queria que fosse escrito vaiqrá (e chamou, em tom de respeito), como D'us queria, e sim vaiqar, o que indica que Hashem chamou-o por acaso. Note que foi assim que D'us falou com Bil'am, o profeta idólatra.

Então, chegaram ao acordo que o álef deveria ser escrito menor que as outras letras.

Continua, beli néder, no vaiqrá do ano que vem, im irtzê Hashem!


segunda-feira, 23 de março de 2009

Hassidismo

Cada judeu é uma letra. Cada família é uma palavra; cada comunidade, uma sentença, e o povo judeu é um parágrafo. Sua saga através dos séculos constitui uma história, a mais estranha e comovente entre todas as que compõem a grande História da humanidade.

Rabi Israel ben Eli'ézer, o Bá'al shem tob, "fundador" da hassidut.




quarta-feira, 18 de março de 2009

Bircat ha-hamá - ברכת החמה

Esse ano, temos um evento raro e importante, no dia 8 de abril, manhã anterior a pêssah, A 'bênção do so'l, chamada em hebraico bircat hahamá. Considere o texto abaixo do talmud:

תנו רבנן הרואה חמה בתקופתה לבנה בגבורתה וכוכבים במסילותם ומזלות כסדרן אומר ברוך עושה בראשית ואימת הוי אמר אביי כל כ"ח שנין

A pessoa que vê o sol em seu retorno deveria dizer: “Bendido é Aquele que reencena as obras da Criação.” E quando é isto? Abaya disse: “A cada 28 anos
(berakhot 59b) [tradução livre, da 'bet habad']

Assim, a cada 28 anos, o sol retorna à posição exata onde estava na hora de sua criação.

Esse ano judaico de 5769 (2008 no calendário ocidental) é uma oportunidade para cumprirmos esra rara mitsvá.

serviço a ser feito, tradicionalmente, é o seguinte:

Salmo 148:1-6
A bênção “Bendito sejas, Eterno nosso D’us, Rei do Universo, que reencena as obras da Criação.”
A bênção Shehecheyanu
Salmo 19
Salmo 121
Salmo 150
Uma breve seção do Talmud (Berachot 59 b), a fonte da obrigação de recitar a bênção do sol
Salmo 67
A prece Aleinu
Kadish dos Enlutados (se houver um minyan presente)