sexta-feira, 17 de abril de 2009

Os treze princípios do Rambam

Os treze princípios (em hebraico shalosh 'esrê 'iqarim) foram ordenados pelo rabino Moshê ben Maimon, o Maimônides ou Rambam, e formam a profissão da fé judaica. São eles:

א אני מאמין באמונה שלמה שהבורא יתברך שמו הוא בורא ומנהיג לכל הברואים והוא לבדו עשה ועושה ויעשה לכל
המעשים׃

ב אני מאמין באמונה שלמה שהבורא יתברך שמו הוא יחיד ואין יחידות כמוהי בשום פנים והוא לבדו אלקינו היה הווה ויהיה׃

ג אני מאמין באמונה שלמה שהבורא יתברך שמו אינו גוף ולא ישיגוהו משיגי הגוף ואין לו שום דמיון כלל׃

ד אני מאמין באמונה שלמה שהבורא יתברך שמו הוא ראשון והוא אחרון׃

ה אני מאמין באמונה שלמה שהבורא יתברך שמו לו לבדו ראוי להתפלל ואין לזולתו ראוי להתפלל׃

ו אני מאמין באמונה שלמה שכל דברי הנביאים אמת׃

ז אני מאמין באמונה שלמה שנבואת משה רבינו עליו השלום היתה אמתית ושהו היה אב לנביאים לקודמין לפניו ולבאים אחריו׃

ח אני מאמין באמונה שלמה שכל התורה המצויה עתה בידינו היא הנתונה למשה רבינו עליו השלום׃

ט אני מאמין באמונה שלמה שזאת התורה לא תהא מחלפת ולא תהא תורה אחרת מאת הבורא יתברך שמו׃

י אני מאמין באמונה שלמה שהבורא יתברך שמו יודע כל מעשה בני אדם וכל מחשבותם שנאמר היוצר יחד לבם המבין אל כל מעשיהם׃

יא אני מאמין באמונה שלמה שהבורא יתברך שמו גומל טוב לשומרי מצותיו ומעניש לעברי מצותיו׃

יב אני מאמין באמונה שלמה בביאת המשיח ואף על פי שיתמהמה עם כל זה אחכה לו בכל יום שיבוא׃

יג אני מאמין באמונה שלמה שתהיה תחית המתים בעת שיעלה רצון מאת הבורא יתברך שמו ויתעלה זכרו לעד ולנצח נצחים׃

Eu creio com fé completa que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele só, fez as criaturas e as dirige e Ele só, fez, faz e fará todas as obras.

Eu creio com fé completa que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele é o Único e não há Unicidade como a Dele, de nenhuma maneira. E só Ele é nosso D'us; Ele existiu, existe e existirá para sempre.

Eu creio com fé completa que o Criador, bendito seja o Seu Nome, não é corpo e não se pode assemelhar à matéria. E Ele não tem nenhuma comparação com qualquer coisa.

Eu creio com fé completa que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele é o primeiro e o último, sem fim.

Eu creio com fé completa que o Criador, bendito seja o Seu Nome, a Ele só, se deve rezar e não a outro.

Eu creio com fé completa que todas as palavras dos profetas são verdadeiras.

Eu creio com fé completa que a profecia de Moisés, nosso mestre, de bendita memória, é verdadeira e que Ele é o pai (mestre) de todos os profetas anteriores e posteriores a ele.

Eu creio com fé completa que toda a Lei que se encontra em nossas mãos é a que foi dada a Moisés, nosso Mestre, de bendita memória.

Eu creio com fé completa que esta Lei não foi trocada, nem haverá outra Lei por parte do Criador, bendito seja o Seu Nome.

Eu creio com fé completa que o Criador, bendito seja o Seu Nome, Ele conhece todas as obras dos homens e todos os seus pensamentos, pois assim foi dito: "O Criador de todos os corações conhece todas as suas obras".

Eu creio com fé completa que o Criador, bendito seja o Seu Nome, recompensa os que guardam os Seus preceitos e pune os que os transgridem.

Eu creio com fé completa na vinda do mashíah, e apesar dele tardar em vir, contudo esperá-lo-ei em cada dia.

Eu creio com fé completa que haverá a ressurreição dos mortos quando for de agrado do Criador, bendito seja o Seu Nome e exaltada a Sua lembrança para todo o sempre.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A mitzva de "sefirat haômer"

Temos muita coisa pra falar desta mitzva especial a ser cumprida entre pêssach e shavuot, que também nos ensina profundas lições espirituais. Abaixo estão dois textos de excelentes sites judaicos em português, que sintetizam muito bem o que é sefirat haômer, a contagem do 'ômer'.

Bom proveito!

A Torá nos manda contar o período do Omer, que se inicia no segundo dia de Pessach(...). Na antiga Israel era o dia que os judeus levavam ao Templo de Jerusalém uma oferenda dos novos grãos. Após a data, iniciava-se, então, a Contagem do Omer, em hebraico de Sefirat HaOmer, que durava 49 dias. No 50º, celebrava-se Shavuot.

Com a destruição do Templo, não foi mais possível fazer a oferenda, mas a tradição de se contar os dias entre Pessach e Shavuot, continuou sendo observada. Pois, mais do que recordar as oferendas, serve como uma re-encenação espiritual das sete semanas em que nossos antepassados, após o Êxodo do Egito, se prepararam para receber a Torá no Monte Sinai.

A Contagem representa, portanto, os 49 degraus de ascensão espiritual realizados, no deserto, pelos hebreus. No Egito, eles haviam perdido não apenas a sua liberdade como também a sua espiritualidade. Era uma tarefa enorme - fazer com que uma população escravizada, que vivera sob a influência do paganismo egípcio, alcançasse o alto grau de espiritualidade necessário para receber a Torá. D'us mostrou a Moisés como realizá-la. A cada dia, cada um dos Filhos de Israel deveria mudar uma faceta de seu caráter, refinar um traço de sua personalidade. Assim, a cada dia cresceria um pouco, até chegar à elevação necessária para receber a Torá.

Durante os 49 dias de Sefirat HaOmer temos a oportunidade de subir, passo a passo, a escada do aprimoramento pessoal tentando alcançar um crescimento interior e uma transformação. De acordo com a Cabalá, são sete as emoções básicas de todos seres humanos, e estas correspondem a sete das Dez Sefirot. Chamadas de Midot, estas são: Chessed, bondade; Guevurá, severidade ou força; Tiferet, harmonia; Netzach, perseverança; Hod, empatia; Yessod, união; Malchut, realização do potencial no homem. Os 49 dias do Omer resultam da multiplicação de sete vezes as Sete Sefirot. Cada dia tem, portanto, sua própria energia espiritual e representa o aperfeiçoamento de uma das sete emoções, subdivididas em sete, pois cada uma inclui dentro de si aspectos das demais. Canalizamos a energia do dia quando interiorizamos seu significado.

Por isso, mencionamos durante a Contagem a emoção especifica e a sua subdivisão, por exemplo:

O 1º dia é Chessed Shebechessed - A bondade que existe na bondade;

O 2º dia é Guevurá Shebechessed - A severidade ou o rigor que existe na bondade. E assim por diante.

A Contagem

A Contagem do Omer deve ser sempre feita de pé, após o aparecer das estrelas, quando segundo a tradição judaica um novo dia começa. Em seguida, diz-se a berachá:

Baruch Ata A-do-nai, E-lo-henu Melech haolam, asher kideshanu bemitsvotav, vetsivanu al sefirat Ha-Omer.

Bendito és Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste contar o Omer.

Em seguida, diz-se o número de dias da Contagem, por exemplo:

Hoje é o dia 1 da contagem do Omer;

Hoje é o dia 2 da contagem;...

Hoje é o dia 7 da contagem do Omer, ou seja uma semana...

A Contagem do Omer se encerra no dia 49, quando recitamos: Hoje é o dia 49 da contagem, ou seja sete semanas.

Se alguém esquecer em alguma noite de contar o Omer, poderá fazê-lo no dia seguinte, porém sem dizer a berachá. Se a pessoa esquecer de contar o Omer também no dia seguinte, não mais poderá recitar a berachá durante os dias remanescentes. Porém, mesmo no caso de não mais poder recitar a berachá, a pessoa deve continuar contando os dias do Omer.

A Contagem do Omer pode ser realizada em qualquer idioma, porém o costume é fazê-lo em hebraico. A lista dos dias e informações mais detalhadas podem ser encontradas em qualquer Sidur.

Extraído de Morashá.com, judaísmo virtual!

Seu Tempo e Sua Vida

A natureza da obrigação de Sefirat Haômer é contar. O Talmud diz: "U'sfartem lachem," - "Vocês deverão contar por si mesmos", o que implica que cada um deve fazer sua própria contagem, individualmente. Isto significa dizer que há uma obrigação para cada pessoa de contar, de exprimir sua percepção de que outro dia de sua vida chegou, trazendo uma nova oportunidade para o crescimento espiritual. Por isso a pessoa não pode cumprir sua obrigação de contar através de ouvir a contagem feita por uma outra.

Isto é de certa forma análogo a um sorvete: se estou pronto a saboreá-lo, outra pessoa não pode fazer a bênção no meu lugar. Comer um alimento requer permissão do seu provedor, o Criador do Universo, (e não ao fabricante do sorvete). Isto é feito por uma bênção precedente: "que tudo é criado pela Sua palavra." E também, agradecer através de uma bênção posterior.

Similarmente, no contexto de Sefirat Haômer, é "o meu tempo", designado a mim pelo meu Criador, de tornar-me uma pessoa melhor - contando - e por isso uma outra pessoa não pode contar por mim.

Por que luto?

Durante a contagem do Ômer estamos envoltos numa espécie de luto parcial, com certas restrições de comportamento, que são aliviadas em Lag Baômer, o trigésimo terceiro dia do Ômer.

No período entre Pêssach e Shavuot uma tragédia recaiu sobre os alunos de Rabi Akiva ; quase todos faleceram. A causa da morte é atribuída a falta de respeito entre eles.

Considerando-se o fato de que o ilustre mestre tinha proclamado que a essência da Torá é "Ama o teu próximo como a ti mesmo", como poderiam então um grande número de estudantes terem ignorado o ensinamento básico de seu mestre?

O comportamento ético entre o homem e outro homem e entre o Homem e D'us pode ser chamado de principal objetivo da Torá. O Rebe explica que amor entre os estudantes de Rabi Akiva nunca faltou. Ao contrário, justamente por amor eles não aguentaram quando um colega interpretava o ensinamento do mestre de maneira diferente da que achavam certa. Começaram a ridicularizar uns aos outros com a intenção de fazer com que revissem os ensinamentos e os aplicassem conforme seu mestre, como deveriam ser, do seu ponto de vista.

O amor nunca faltou entre os alunos; o que faltou foi amor com respeito, e esta é a grande lição que podemos entender deste capítulo tão triste de nossa História.

Dois heróis

Dois gigantes da História Judaica estão envolvidos na observância dos dias de Sefirat Haômer: Rabi Akiva e seu aluno, Rabi Shimon bar Yochai.

Rabi Akiva está envolvido com o aspecto triste destes dias, porque, conforme a tradição, 24 mil estudantes seus pereceram durante este período.

Rabi Akiva demonstrou sua enorme fé superando a grande tristeza e dor da perda ao reconstruir sua yeshivá. Assim fazendo, ele reafirmou sua capacidade singular de vislumbrar a luz na mais negra escuridão.

Outro grande sábio desta época foi Rabi Shimon bar Yochai, um dos cinco alunos de Rabi Akiva que sobreviveram à tragédia. Seu nome está associado com o aspecto mais feliz de Sefirat Haômer; o dia de Lag Baômer.

Seu maior papel vivido na História Judaica é como autor do sagrado livro do Zôhar. Esta obra é a base da Torá oculta, conhecida como Cabalá, um dos alicerces da Chassidut.

Rabi Shimon foi sepultado em Meron, Israel. Todos os anos, em Lag Baômer, data de seu falecimento, dezenas de milhares de judeus reúnem-se no local para comemorar a data. Acendem tochas, dançam e cantam com grande alegria, conforme o pedido feito pelo próprio Rabi Shimon.

Extraído de Beit Chabad, a sua referência judaica na internet!

shemini

Espaço dedicado à postagens sobre a parashá shemini (שמיני), onde recebemos uma mitzva muito importante: o kashrut, leis dietéticas.

Continua, se Hashem permitir.

Mas é mitzva sefarad ou ashkenaz?

Muitas práticas no judaísmo variam de costume para costume. Os dois "costumes" principais são o sefaradi, dos judeus da Espanha, Portugal, outros países da Europa, África do Norte e Oriente em geral, e o ashkenazi, pratricado na Alemanha, outros países europeus, Estados Unidos, etc.

As principais diferenças estão em certas práticas, orações, e até na pronúncia da língua hebraica.
A palavra מצוותיך, que significa "tuas mitzvas", será pronunciado pelos ashkenazim como "mitzvoisecho", e pelos sefaradim como "mitzvotecha", sendo essa forma mais correta. Além dessas variações de pronúncia do lashon kodesh (língua santa), ou loshen koidesh, como queira chamar, ambos os grupos desenvolveram suas próprias linguagens: os ashkenazim, tentam resgatar o yidish (hebraico mmisturado com alemão), que tinha cerca de dez milhões de falantes, antes de seis milões terem sido assassinados por Hitler (Yimach shemô vezichronô), enquanto os sefaradim gostam de 'avlar' ladino, ou djudeo espanyol.

Ambos os costumes devem ser preservados, de acordo com a origem de cada judeu.

Os chabadnikim (seguidores do chassidismo "Chabad-Lubavitch"), por exemplo, dizem na bênção "shehecheiânu", uma mitzva recitada só em ocasiões extraordinárias, a palavra 'lizman', quando na maioria dos sidurim (livros de oração), iremos achar 'lazman'.

Procure achar o seu nussach (costume), se é sefarad, ashkenaz ou qualquer outro, e pratique as mitzvas de acordo com os seus costumes milenares!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

613 "mitzvas" da Torá

Abaixo, você poderá ver as 613 mitzvot (plural de mitzvá) da torá.
Como você verá, muitas delas só podem ser cumpridas no templo sagrado, que foi destruído, infelizmente, no ano 70 da Era Comum. Para podermos cumprir todos os mandamentos de D'us devemos esperar arduosamente pela vinda do mashiach, líder judeu que reconstruirá o templo sagrado. E como fazer com que o mashiach venha? Cumprindo uma mitzva, ora bolas! I want mashiach now!

613 mitzvot - תרי''ג מצוות

a. 248 preceito positivos (mitzvot assê - para memorização, os membros do corpo humano (mishnê torá, prefácio 45)

Crer em D-us
A unidade de D-us
Amar a D-us
Temer a D-us
Servir a D-us através da oração
Aproximar-se de D-us: unindo-se ao sábio e imitando sua conduta
Jurar em nome de D-us somente quando necessário
Trilhar os caminhos de D-us
Santificar o nome de D-us, e sacrificar-se por Ele
Ler o Shemá Yisrael
O Estudo da Torá
Colocar o tefilin da cabeça
Colocar o tefilin do braço
Vestir o tsitsit
Fixar mezuzá nos umbrais das portas
A reunião do povo no Templo Sagrado durante a festa de Sucot para a leitura da Torá
O rei deve transcrever o rolo da Torá, que deve permanecer sempre com ele
Ter uma Torá para si
Agradecer a D-us após as refeições
Construir o Templo Sagrado
Respeitar o local do Templo Sagrado
A guarda do Templo Sagrado
O serviço dos Levitas no Templo Sagrado
As abluções dos Cohanim
A obrigação dos Cohanim de manter as lamparinas da Menorá acesas
A obrigação dos Cohanim de abençoar o povo
O pão da proposição
A queima do incenso
O fogo perpétuo do altar
Remover as cinzas do altar
Retirar os impuros do Templo Sagrado
Honrar o Cohen
As vestes do Cohanim
Os Cohanim devem carregar a Arca Sagrada
O óleo da unção
Os Cohanim devem oficiar em grupos, revezando-se no serviço
Os Cohanim devem fazer-se impuros pelos parentes mortos
O Cohen Gadol deve casar-se com mulher virgem
O sacrifício diário
A oferenda diária do Cohen Gadol
A oferenda adicional do Shabat
A oferenda adicional da lua nova
A oferenda adicional da festa de Pêssach
A oblação da nova cevada
A oferenda adicional de Shavuot
A oferenda de dois pães na festa de Shavuot
A oferenda adicional do ano novo
A oferenda adicional de Yom Kipur
O ofîcio de Yom Kipur
A oferenda adicional da festa de Sucot
A oferenda adicional de Shemini Atsêret
Subir ao Templo trazendo o sacrifício nas três peregrinações anuais
Comparecer diante do Eterno nas três peregrinações anuais
Participar das três peregrinações anuais com alegria
Abater a Oferta de Pêssach
Comer a Oferta de Pêssach
Abater a segunda Oferta de Pêssach
Comer a segunda Oferta de Pêssach
Tocar as cornetas no Templo Sagrado
Oferecer gado com idade mínima determinada
Oferecer apenas sacrifícios perfeitos
Colocar sal em cada sacrifício
O sacrifício de Olá
O sacrifício de Chatat
O sacrifício de Asham
O sacrifício de Shelamim
A Oblação
O sacrifício de um tribunal que cometeu um erro
O Sacrifício de Pecado
O Asham Talui
O Asham Vadai
O sacrifício de Olê e Yored
Confessar
A oferenda levada por um Zav
A oferenda levada por uma Zava
O sacrifício depois do parto
O sacrifício levado por um leproso
O dízimo do gado
Santificar o primogênito
Resgatar o primogênito
Resgatar o primogênito do jumento
Abater o primogênito do jumento
Levar os sacrifícios devidos durante o primeiro festival
Oferecer sacrifícios somente no Templo Sagrado
Levar para o Templo Sagrado todos os sacrifícios oferecidos por pessoas que moram fora de Israel
Redimir oferendas defeituosas
A santidade de uma oferenda substituída
O cohen deve comer os resíduos das oblações
O cohen deve comer as carnes dos sacrifícios consagrados
Queimar sacrifícios consagrados que se tornaram impuros
Queimar as sobras dos sacrifícios consagrados
O nazir deve deixar seus cabelos crescer
A obrigação do nazir de consumar seu voto
Cumprir todos os compromissos orais
A revogação de promessas
Tornar-se impuro com cadáveres de animais
Tornar-se impuro através do contato com 8 tipos de repteis
Tornar-se impuro através de comida e bebida
O estado de impureza que advém para a mulher em período de menstruação
O estado de impureza depois do nascimento de uma criança
O leproso
As roupas contaminadas pela lepra
A casa de um leproso
O zav
Seguir as leis relativas ao estado de impureza que advém da ejaculação do sêmen
A zavá
A impureza de um cadáver
A lei da água de aspersão
Mergulhar no banho ritual, o micvê
Purificar-se da lepra
O leproso deve raspar a cabeça
O leproso deve ser reconhecível
As cinzas da vaca vermelha
A avaliação de uma pessoa
A avaliação de animais
A avaliação das casas
A avaliação dos campos
A restituição por sacrilégio
A colheita do quarto ano
Peá para os pobres
A respinga para os pobres(leket)
Deixar a gavela esquecida para os pobres
Deixar as sobras dos cachos de uva para os pobres
Deixar as uvas caídas para os pobres
Levar as primícias ao Templo Sagrado
A grande oferta da elevação
O primeiro dízimo
O segundo dízimo
O dízimo dos levitas para os Cohanim ou a oferta da elevação
O dízimo do homem pobre
A declaração do dízimo
A narração ao levar as primícias
A oferta da massa
Recusar à produção de sua propriedade no ano sabático
O pousio da terra durante o ano sabático
Santificar o ano do jubileu(quinquagésimo)
Fazer soar o shofar no décimo dia deTishrei no ano do jubileu
A devolução da terra no ano do jubileu
O resgate das propriedades dentro das muralhas da cidade
Contar os anos até o jubileu
Cancelar as dívidas no ano sabático
Cobrar dividas dos idólatras
A parte do Cohen de cada animal puro que se abate
A primeira tosquia deve ser dada ao Cohen
As coisas consagradas
Shechitá
Cobrir o sangue de ave e animal abatidos
Liberar a mãe quando se pegar seus filhotes
Procurar os sinais de pureza determinados no galo e nos animais
Procurar os sinais de pureza determinados nos pássaros
Procurar os sinais de pureza determinados nos gafanhotos
Procurar os sinais de pureza determinados nos peixes
Determinar a lua nova
Descansar no Shabat
Proclamar a santidade do Shabat
Retirar o fermento
Narrar o Êxodo do Egito
Comer matsá na noite de 15 de Nissan
Descansar no primeiro dia de Pêssach
Descansar no sétimo dia de Pêssach
Contar o ômer
Descansar no dia de Shavuot
Descansar no dia de Rosh Hashaná
Jejuar no dia de Yom Kipur
Descansar no dia de Yom Kipur
Descansar no primeiro dia de Sucot
Descansar no dia de Shemini Atsêret
Morar na Sucá durante os dias de Sucot
Pegar um lulav no Sucot
O Shofar no dia de Rosh Hashaná
O meio shekel
Acatar o que dizem os profetas
Nomear um rei
Obedecer ao San'hedrin
Aceitar a decisão da maioria
Nomear juizes e oficiais do Tribunal
Tratar as partes com igualdade perante a lei
Testemunhar no tribunal
Investigar o depoimento das testemunhas
Condenar as testemunhas que prestarem falso testemunho
Eglá Arufá
Designar seis cidades de refúgio
Designar cidades para os Leviim
Eliminar o perigo de nossas moradias
Destruir todo o tipo de idolatria na Terra de Israel
A lei da cidade apóstata
A guerra contra as sete nações hereges
A extinção de Amalec
Recordar os atos nefastos de Amalec
Quando se desencadear uma guerra para ampliar a terra de Israel, propor ao inimigo que ele se submeta; caso se recuse, ataca-lo
Nomear um cohen para discursar para o povo, antes de uma guerra, incentivando-o a ter fé em D-us, pois será vitorioso, e permitindo voltarem os homens que não estiverem aptos para a batalha
Ao sair em guerra, preparar um local especifico para as necessidades fisiológicas, fora do acampamento
Preparar, se estiver em um acampamento de guerra, uma pá para cavar um local para as necessidades fisiológicas e, depois, cobri-las
Devolver o roubo com acréscimo de 20%, se o objeto estiver intacto; caso contrario, pagar 120% do seu valor, e ficar com o objeto
Fazer caridade e ajudar o necessitado (para ele ter o que tinha antes, caso tenha se empobrecido)
Ao libertar um escravo judeu, dar-lhe bens materiais (não sair sem nada)
Emprestar dinheiro ao pobre (vale mais que caridade, pois o pobre pode se envergonhar de pedir)
Cobrar juros de um gentio
Devolver o penhor para o seu dono, quando ele precisar, retomando-o depois
Pagar no mesmo dia o salário do empregado diarista
Deixar o empregado que trabalha na terra comer do seu fruto
Retirar a carga de cima do animal quando este estiver caído por excesso de peso
Ajudar a montar a carga sobre um animal ou uma pessoa
Devolver o objeto perdido ao seu dono
Advertir a quem desejar transgredir uma proibição
Amar o próximo como a si mesmo
Amar os convertidos ao judaísmo pelas normas prescritas, e não humilha-los
Calibrar pesos e medidas de modo honesto
Honrar os sábios e levantar-se em sua honra
Honrar pai e mãe
Temer pai e mãe
Multiplicar a espécie
Casar-se através do kidushim
O marido deve se dedicar durante o primeiro ano do casamento a esposa (não viajar, não sair em guerra, etc.)
Fazer a circuncisão no filho aos oito dias de idade
Casar-se com a esposa do irmão falecido que não deixou filhos (levirato)
Se não quiser se casar com a esposa do irmão falecido que não deixou filhos (levirato), proceder-se a chalitsá
O estuprador deve casar-se com a moça virgem estuprada (a menos que ela não queira)
Punir o difamador de sua esposa (dizer que não era virgem quando de fato o era), não podendo manda-la embora pelo resto da vida (só se ela o quiser)
Punir o sedutor de uma virgem com multa
Cumprir conforme o prescrito para casar-se com uma mulher gentia durante uma guerra
Ao se divorciar, escrever um documento
Cumprir os preceitos relativos a mulher que, apesar de advertida, é suspeita de praticar adultério com outro homem
Aplicar até 39 chicotadas nos indivíduos que transgredirem determinadas leis
Mandar aquele que matou alguém sem querer, para uma cidade de refugio
Condenar a pena de morte, através de espada, os indivíduos que transgredirem determinadas leis
Condenar a pena de morte, através da forca, os indivíduos que transgredirem determinadas leis
Condenar a pena de morte, através de queima, os indivíduos que transgredirem determinadas leis
Condenar a pena de morte, através de apedrejamento, os indivíduos que transgredirem determinadas leis
Pendurar numa árvore, para execração pública, o indivíduo executado que foi condenado pelo tribunal a pena de morte por praticar idolatria ou blasfêmia
Enterrar os condenados a pena de morte até o anoitecer do mesmo dia da execução
Cumprir os preceitos relativos ao trato de um escravo judeu
O patrão ou o seu filho devem casar-se com sua escrava judia
O patrão deve por em liberdade sua escrava judia, se ela não se casar com ele ou seu filho
Cumprir os preceitos relativos ao tratamento do escravo cananeu
Julgar a agressão de uma pessoa a outra
Aplicar as leis relacionadas a uma agressão por um animal
Aplicar as leis relacionadas ao prejuízo provocado por obstáculos colocados em lugar público
Aplicar as leis relacionadas ao ressarcimento do roubo por parte do ladrão
Aplicar as leis relacionadas ao prejuízo causado por um animal no campo alheio
Aplicar as leis relacionadas ao prejuízo provocado pelo fogo
Aplicar as leis relacionadas a quem guarda um objeto de graça
Aplicar as leis relacionadas a quem guarda um objeto mediante pagamento
Aplicar as leis relacionadas a quem pede um objeto emprestado
Aplicar as leis relacionadas a maneira como se toma posse de um objeto (compra e venda)
Aplicar as leis relacionadas a argumentações e contra-argumentações (concordâncias e discordâncias) entre dois indivíduos
Salvar o perseguido do perseguidor que quiser mata-lo
Aplicar leis relacionadas a heranças

b. 365 mandamentos proibitivos (mitzvot lo ta'assê - para memorização, os dias do ano solar (idem) )

Não acreditar em divindade que não seja D-us
Não fazer estatua de idolatria
Não fazer objetos de idolatria para os gentios
Não fazer estatuas de seres humanos para qualquer finalidade
Não fazer qualquer um dos quatro tipos de trabalhos de idolatria tradicionais: se ajoelhar, jogar vinho, oferecer sacrifícios ou acender incensos para uma estatua
Não fazer qualquer tipo de serviço pertinente a um determinado tipo de idolatria
Não carregar os filhos entre duas fogueiras em ritual da idolatria de molech
Não praticar idolatrias do tipo perguntar a espíritos conforme rituais de ov (respostas através de vozes provenientes das axilas)
Não praticar idolatrias do tipo previsão do futuro, conforme os rituais do yidoni (colocar osso de um pássaro na boca, queimar incenso, e entrar em transe)
Não se aprofundar em estudos a respeito de cultos de idolatrias
Não construir altares onde se aglomerem pessoas para praticar idolatrias
Não esculpir pedras para se ajoelhar, mesmo que for para D-us
Não plantar árvores perto do altar de sacrifícios ou no pátio do Templo Sagrado
Não jurar ou fazer jurar alguém em nome de idolatria, mesmo um gentio
Não ser um incitador de massas para a idolatria
Não ser um incitador de uma pessoa para idolatria
Não amar um incitador de idolatria
Não ajudar um incitador de idolatria
Não salvar a vida de um incitador de idolatria
Não defender um incitador de idolatria
Não esconder a culpa de um incitador de idolatria
Não aproveitar enfeites que foram utilizados em idolatria
Não reconstruir uma cidade destruída por praticar idolatria
Não aproveitar objetos de uma cidade destruída por praticar idolatrias
Não ajudar materialmente a manutenção ou construção de idolatria
Não fazer profecias em nome de idolatrias, incitando a pratica-las
Não fazer profecias falsas
Não escutar profecias baseadas em idolatria
Não ter piedade de quem faz profecias sobre idolatria
Não seguir os costumes dos que praticam idolatrias
Não fazer previsões do futuro alegando forças espirituais
Não seguir astrologia nem magia
Não seguir superstição
Não seguir bruxaria ou praticar feitiçaria
Não praticar encantamento tipo: pronunciar palavras para uma picada de cobra não doer ou não provocar a morte (curandeirismo)
Não consultar feiticeiro que prevê o futuro consultando espíritos de mortos através da axila
Não consultar feiticeiro que prevê o futuro através da boca
Não provocar aparecimento de espíritos de mortos
Não deve uma mulher vestir-se com roupas ou adornos de homem
Não deve um homem vestir-se com roupas ou adornos de mulher
Não fazer tatuagem no corpo
Não vestir roupa com linho e lá trançados
Não cortar o cabelo com navalha de modo a deixar somente uma faixa central
Não cortar a barba com navalha
Não fazer cortes no próprio corpo por causa de um morto
Não fixar moradia no Egito
Não abrir a mente para ideias estranhas a Torá
Não fazer pactos de aliança com os sete povos que moravam na terra de Israel
Não poupar a vida de pessoas oriundas dos sete povos que moravam na terra de Israel
Não ter piedade ou louvar quem pratica idolatrias
Não deixar morar em Israel quem pratica idolatrias
Não deve um judeu casar-se com gentio
Não deve uma judia casar-se com homem dos povos de Amon e Moav, mesmo que convertidos
Não se afastar de um descendente de Essav (exceto Amalec), após sua conversão
Não se afastar de um descendente do Egito, após sua conversão
Não propor paz para Amon ou Moav antes de guerrear com eles
Não exterminar as árvores frutíferas na hora do cerco a uma cidade
Não temer enfrentar os gentios numa guerra
Não esquecer o que Amalec fez com nosso povo
Não amaldiçoar o nome de D-us
Não transgredir um juramento feito em nome de D-us
Não fazer juramentos de coisas impossíveis ou proibidas em nome de D-us
Não profanar o nome de D-us em público
Não testar as promessas e advertências de D-us
Não destruir objetos dedicados a D-us
Não deixar o enforcado na forca durante toda a noite
Não deixar sem segurança o Templo Sagrado
Não deve o sumo sacerdote entrar no Santo dos Santos fora do Yom Kipur no horário especifico e não deve o cohen simples entrar nos lugares sagrados a não ser para executar um serviço
Não deve um cohen com defeito físico entrar no santuário do Templo Sagrado
Não deve um cohen com defeito físico trabalhar no serviço sagrado
Não deve um cohen com defeito físico passageiro trabalhar no serviço sagrado até se curar
Não deve o levi realizar serviços do cohen e vice-versa
Não entrar no Templo Sagrado, nem pronunciar uma sentença sobre a Torá, enquanto bêbado
Não deve um não cohen realizar o serviço sagrado no Templo Sagrado
Não deve um cohen trabalhar no Templo Sagrado enquanto estiver em estado de impureza
Não deve um cohen que saiu do estado de impureza através do banho ritual trabalhar no Templo Sagrado até o pôr-do-sol
Não deve qualquer pessoa em estado de impureza entrar no Templo Sagrado
Não deve qualquer pessoa em estado de impureza entrar em um acampamento da tribo de levi
Não construir um altar com pedras talhadas com metal
Não subir em um altar com degraus
Não apagar o fogo do altar do Templo Sagrado
Não oferecer sacrifício de animal no altar de ouro do Templo Sagrado
Não fabricar um óleo idêntico ao azeite da unção
Não ungir, com o azeite da unção, pessoas a não ser o sumo sacerdote e o rei
Não fabricar incenso idêntico ao usado no Templo Sagrado
Não retirar as hastes das argolas da arca sagrada
Não separar o choshen do efod (vestimentas do sumo sacerdote)
Não rasgar o me'il (vestimenta do sumo sacerdote)
Não oferecer sacrifícios fora do Templo Sagrado
Não matar animais consagrados para sacrifício fora do Templo Sagrado
Não consagrar, para sacrifício, animal com defeito físico
Não matar, para sacrifício, animal com defeito físico
Não aspergir sangue de animal com defeito físico no altar de sacrifícios do Templo Sagrado
Não queimar órgãos de animal com defeito físico no altar de sacrifícios do Templo Sagrado
Não oferecer como sacrifício um animal que tenha defeito físico passageiro, até se curar
Não oferecer como sacrifício um animal com defeito físico dedicado por um gentio
Não provocar defeito físico em animal consagrado para sacrifício
Não oferecer mel ou levedura no altar de sacrifícios do Templo Sagrado
Não oferecer sacrifício de um animal sem sal
Não oferecer sacrifício de animal originado de uma troca por cachorro ou que serviu de pagamento para prostitutas
Não oferecer sacrifício de um animal no mesmo dia que a sua cria
Não colocar azeite na oblação (sacrifício) de um pecador
Não colocar incenso na oblação (sacrifício) de um pecador
Não misturar azeite na oblação (sacrifício) de uma mulher suspeita de adultério
Não colocar incenso na oblação (sacrifício) de uma mulher suspeita de adultério
Não trocar um animal consagrado para sacrifício por um outro
Não trocar um tipo de sacrifício por outro, desde que já consagrado
Não resgatar o primogênito de um animal puro e sem defeito
Não vender o dizimo de animal proveniente do gado
Não vender um pertence já consagrado
Não resgatar terreno consagrado
Não separar a cabeça do corpo de uma pomba ou rolinha consagradas, ao abate-las para sacrifício
Não efetuar qualquer tipo de trabalho com animal consagrado
Não tosquiar animal consagrado
Não oferecer o sacrifício do cordeiro pascal quando se tem chamets em casa
Não deixar amanhecer sem queimar as entranhas do sacrifício do cordeiro pascal
Não deixar a carne do sacrifício do cordeiro pascal sobrar até o dia seguinte
Não deixar sobrar carne do sacrifício chaguigá até o terceiro dia após o seu abate
Não deixar sobrar até o dia seguinte a carne do sacrifício do cordeiro pascal do Pêssach do segundo mês
Não deixar sobrar até o dia seguinte a carne do sacrifício de todá (agradecimento)
Não quebrar nenhum osso do sacrifício do cordeiro pascal
Não quebrar nenhum osso do sacrifício do cordeiro pascal do Pêssach do segundo mês
Não levar a carne do sacrifício do cordeiro pascal para fora da casa onde se reuniram para come-lo
Não cozer com fermento o resto da oblação (sacrifício) de minchá (reservado para o cohen)
Não cozer o sacrifício do cordeiro pascal, nem consumi-lo cru
Não dar de comer do sacrifício do cordeiro pascal a um gentio que observa as sete leis de Nôach
Não dar de comer do sacrifício do cordeiro pascal a quem não fez circuncisão
Não dar de comer do sacrifício do cordeiro pascal a um judeu que pratica idolatria
Não deixar uma pessoa em estado de impureza comer alimento consagrado para sacrifício
Não comer carne de sacrifício consagrado que esteja em estado de impureza
Não comer carne de sacrifícios após o período máximo de consumo estipulado em cada caso
Não comer carne de sacrifício em que o cohen desviou seus pensamentos do objetivo
Não deve um não cohen comer a oferenda de terumá e das primícias
Não deve um escravo de cohen comer a oferenda de terumá e das primícias
Não deve um cohen que não fez circuncisão comer a oferenda de terumá e demais sacrifícios
Não deve um cohen em estado de impureza comer a oferenda de terumá e das primícias
Não deve uma mulher proibida de se casar com um cohen comer dos sacrifícios
Não deve um cohen comer das oblações (sacrifícios) que devem ser totalmente queimadas
Não deve um cohen comer a carne do sacrifício de pecado cujo sangue for trazido ao Templo Sagrado
Não comer carne do sacrifício de um animal portador de defeito físico
Não comer nenhum dos 5 tipos de cereais do segundo dizimo fora de Jerusalém
Não comer a vinha do segundo dizimo fora de Jerusalém
Não comer (consumir) o azeite do segundo dizimo fora de Jerusalém
Não deve um cohen comer carne de um animal primogênito fora de Jerusalém
Não comer fora do pátio central (azará) do Templo Sagrado, a carne dos sacrifícios mais sagrados (chatat e asham)
Não comer a carne do sacrifício de olá
Não comer a carne dos sacrifícios mais simples (todá, shelamim, etc.) antes de aspergir o sangue
Não deve o cohen comer das primícias fora do Templo Sagrado
Não deve um não cohen comer dos sacrifícios mais sagrados
Não comer o segundo dizimo que estiver em estado de impureza
Não comer o segundo dizimo durante o primeiro dia de luto
Não trocar o segundo dizimo por algo diferente de comida ou bebida
Não comer da colheita antes de separar a oferenda de terumá
Não separar as oferendas fora da seguinte ordem: terumá guedolá para o cohen, maasser rishon para o levi e maasser sheni para os ofertantes consumirem em Jerusalém
Não atrasar a oferta de sacrifícios prometidos por mais de 3 festas de peregrinação: Pêssach, Shavuot e Sucot
Não comparecer as 3 festas de peregrinação: Pêssach, Shavuot e Sucot sem oferendas e sacrifícios
Não deixar de cumprir promessas condicionais (se acontecer... então prometo...)
Não deve um cohen se casar com uma prostituta
Não deve um cohen se casar com uma mulher profana
Não deve um cohen se casar com uma mulher desquitada ou divorciada
Não deve um sumo sacerdote se casar com uma viúva
Não deve um sumo sacerdote ter relação sexual com uma viúva, até mesmo sem o propósito de se casar com ela
Não deve um cohen entrar no Templo Sagrado com cabelos desarrumados (descabelado)
Não deve um cohen entrar no Templo Sagrado com algum rasgo nas roupas
Não deve um cohen sair do Templo Sagrado na hora do serviço
Não deve um cohen simples se colocar em estado de impureza decorrente de contatos com um morto, a menos que seja seu parente
Não deve o sumo sacerdote ficar sob o mesmo teto de um morto, mesmo que seja seu parente
Não deve o sumo sacerdote se colocar em estado de impureza decorrente de contatos com morto, mesmo que seja seu parente
Não deve a tribo de levi possuir terras em Israel
Não deve o levi se apoderar de despojos obtidos em guerras de conquistas por Israel
Não arrancar cabelos pelos mortos
Não comer animal domestico ou selvagem impuro (não casher)
Não comer peixes impuros (não casher)
Não comer aves impuras (não casher)
Não comer insetos alados (moscas, abelhas, etc.)
Não comer insetos e vermes rastejantes
Não comer insetos e vermes provenientes de matéria pútrida
Não comer animal que nasce em semente ou fruta
Não comer qualquer tipo de animal rastejante
Não comer um animal morto naturalmente
Não comer um animal dilacerado
Não comer um órgão de animal vivo
Não comer o tendão encolhido
Não comer sangue de animal que não seja peixe
Não comer sebo de qualquer animal
Não cozinhar carne com leite
Não comer carne com leite
Não comer carne de boi que foi apedrejado por matar alguém
Não comer, antes de Pêssach, um pão feito de farinha de trigo da nova safra, antes de trazer a oferenda do ômer
Não comer farinha assada antes do dia 16 de Nissan
Não comer espiga nova antes do dia 16 de Nissan
Não comer frutos de uma árvore de menos de 3 anos de idade
Não comer enxerto de vegetais com cereais (exemplo: Vinhedo com trigo)
Não beber vinho consagrado para idolatria
Não deve um jovem comer carne nem beber vinho em excesso
Não comer no dia de Yom Kipur
Não comer leveduras na festa de Pêssach
Não comer algo em que foi misturado levedura, na festa de Pêssach
Não comer levedura no dia 14 de Nissan a partir do meio-dia
Não avistar a levedura dentro de casa na festa de Pêssach
Não possuir levedura na festa de Pêssach
Não deve um nazir (aquele que se consagrou a D-us) tomar vinho ou seus derivados
Não deve um nazir comer uva
Não deve um nazir comer uvas passas
Não deve um nazir comer caroço ou bagaço de uvas
Não deve um nazir comer casca de uva
Não deve um nazir se colocar em estado de impureza através de contato com um morto
Não deve um nazir se colocar em estado de impureza entrando numa tenda em que ha um morto
Não deve um nazir cortar seu cabelo
Não colher toda a plantação de um terreno: deve-se deixar um canto para os necessitados
Não pegar as espigas que caírem juntas no chão durante a colheita, se forem em numero menor do que 3, deixando-as para os necessitados
Não colher um cacho de uvas deformado, deixando-o para os necessitados
Não recolher um cacho de uva que cai isoladamente, deixando-o para os necessitados
Não recolher um feixe de trigo esquecido no campo durante a colheita, deixando-o para os necessitados
Não plantar juntas duas espécies de vegetais diferentes
Não plantar espigas de trigo em um vinhedo
Não cruzar animal de uma espécie com um de outra espécie
Não efetuar trabalho com animal de uma espécie junto com um de outra espécie
Não impedir o animal de comer durante o seu trabalho
Não semear a terra durante o ano sabático
Não podar, embelezar, cultivar as árvores durante o ano sabático
Não colher frutos da terra que crescerem espontaneamente no ano sabático
Não colher as frutas que crescerem no ano sabático
Não trabalhar a terra no ano do jubileu
Não ceifar plantas que crescerem no ano do jubileu
Não colher frutas que nascerem no ano do jubileu
Não vender terrenos da terra de Israel para sempre: voltam para o dono original no ano do jubileu
Não vender terrenos dos territórios da tribo de levi que cercam as cidades
Não ignorar a presença do levi para doar presentes
Não cobrar dividas no ano sabático
Não se recusar a emprestar dinheiro por causa do ano sabático
Não se recusar a fazer caridade e recursos para os necessitados quando se sabe de sua situação econômica
Não libertar um escravo judeu de mãos vazias
Não cobrar do devedor sabendo que não tem condição de pagar no momento
Não emprestar dinheiro a juros
Não tomar dinheiro emprestado com juros
Não intermediar empréstimos a juros
Não atrasar o pagamento do empregado diarista
Não tomar penhores de um devedor forçadamente (somente com ordem judicial)
Não ficar com penhores que são de uso imprescindível para o dono no período (travesseiro de noite, arado de dia, etc.)
Não tomar penhores de viúvas, independente da classe social
Não tomar como penhores objetos de uso em alimentação (panelas, etc.)
Não seqüestrar pessoas
Não roubar
Não assaltar
Não alterar os limites de um terreno alheio de modo prejudicial
Não deixar de pagar dívidas
Não negar dívidas e penhores contraídos
Não jurar em falso a existência de uma dívida
Não enganar nos negócios de compra e venda
Não envergonhar o próximo com palavras, não humilhar, não fazer referências desairosas
Não enganar com palavras um convertido
Não enganar nos negócios um convertido
Não devolver ao dono um escravo judeu que fugiu para Israel
Não enganar um escravo judeu que fugiu para Israel
Não oprimir órfãos e viúvas
Não submeter um escravo judeu a serviços humilhantes
Não vender escravo judeu de maneira humilhante
Não submeter escravo judeu a trabalhos desnecessários
Não permitir que um gentio utilize um escravo judeu para trabalhos pesados (maltratar o escravo)
Não vender ou doar escrava judia
Não diminuir os benefícios de uma escrava judia após casar-se com ela
Não vender mulher formosa não judia conquistada na guerra, após seduzi-la
Não tornar escrava mulher formosa não judia conquistada na guerra, após seduzi-la
Não planejar maneiras de subtrair propriedades do próximo (não cobiçar)
Não desejar propriedades do próximo
Não deve o trabalhador que trabalha na terra, não colhendo, comer da plantação
Não deve um trabalhador que trabalha na terra, colhendo, comer em demasia, ou guardar para mais tarde, das plantações
Não se omitir de devolver objetos perdidos
Não se omitir de ajudar alguém que esteja demasiadamente carregado
Não enganar nos pesos de mercadorias nem em áreas de terrenos (trapacear)
Não possuir pesos adulterados para medição, mesmo sem usar
Não deve um juiz ser corrupto em julgamentos (cometer injustiças)
Não deve um juiz aceitar suborno, mesmo para julgar corretamente
Não deve um juiz simpatizar mais com um dos lados, apesar da importância do mesmo
Não deve um juiz ter medo de pronunciar sentença contra réu de má índole
Não deve um juiz ter piedade do réu pobre
Não deve um juiz pré-julgar uma pessoa de ma índole
Não deve um juiz diminuir o valor da indemnização devida por um pobre decorrente de ter cegado ou aleijado alguém
Não deve um juiz distorcer a sentença de um órfão ou convertido
Não deve um juiz ouvir somente um lado, sem a presença do outro
Não deve um tribunal condenar a morte alguém com menos de dois votos de diferença
Não deve um juiz se deixar influenciar pela opinião de um outro juiz
Não deve o supremo tribunal rabínico ou líder da diáspora nomear um juiz que tenha poucos conhecimentos da Torá
Não testemunhar em falso
Não deve um tribunal basear-se em testemunho de um perverso
Não deve um tribunal aceitar testemunho de parentes do envolvido no processo
Não se basear no testemunho de somente um indivíduo para punir alguém
Não matar um ser humano
Não deve um tribunal basear-se somente em pressupostos, sem testemunhas, para castigar na hora o suspeito
Não deve uma testemunha sobre homicídio emitir pareceres alheios ao fato julgado, se não for perguntada
Não matar uma pessoa acusada de assassinato sem prévio julgamento pelo tribunal
Não poupar a vida de um perseguidor que quer matar alguém, matando-o, se necessário
Não punir quem cometeu uma falha sob coação
Não trocar pena de morte por dinheiro
Não trocar por dinheiro a obrigação de quem matou sem querer, de se refugiar nas cidades especiais
Não se omitir de salvar o próximo quando este estiver em perigo de vida
Não colocar obstáculos que possam causar a morte de alguém
Não enganar o próximo com ideias falsas
Não dar mais chibatadas do que a pessoa aguenta (mínimo 3, máximo 39)
Não difamar o próximo, não fazer fofocas
Não odiar o próximo
Não envergonhar o próximo
Não ser vingativo com o próximo
Não dizer: sou melhor que você, pois estou lhe fazendo algo que você não quis me fazer (guardar rancor)
Não levar a mãe de passarinhos junto com os eles do ninho. Deve-se afugenta-la antes
Não cortar o cabelo em volta da área com lepra
Não adulterar os sinais da lepra
Não plantar ou trabalhar na terra próxima de onde foi abatido o bezerro através do ritual de eglá arufá
Não deixar viver uma feiticeira
Não convocar um homem, no primeiro ano após se casar, para o exercito ou outro serviço público que o afaste da esposa
Não contestar nossos Sábios
Não acrescentar algo a Torá escrita e oral
Não diminuir algo da Torá escrita e oral
Não amaldiçoar um juiz
Não amaldiçoar um grande líder
Não amaldiçoar qualquer judeu
Não amaldiçoar os pais
Não bater nos pais
Não trabalhar no Shabat
Não viajar (mesmo a pé) no Shabat alem dos limites da cidade
Não deve um tribunal punir alguém durante o Shabat
Não trabalhar no primeiro dia de Pêssach
Não trabalhar no sétimo dia de Pêssach
Não trabalhar em Shavuot
Não trabalhar em Rosh Hashaná
Não trabalhar no primeiro dia de Sucot
Não trabalhar em Shemini Atsêret
Não trabalhar em Yom Kipur
Não ter relação sexual com a mãe
Não ter relação sexual com a esposa do pai
Não ter relação sexual com a irmã
Não ter relação sexual com a filha da esposa do pai
Não ter relação sexual com a filha do filho
Não ter relação sexual com a filha da filha
Não ter relação sexual com a filha
Não ter relação sexual com uma mulher e sua filha
Não ter relação sexual com uma mulher e a filha do filho dela
Não ter relação sexual com uma mulher e a filha da filha dela
Não ter relação sexual com a irmã do pai
Não ter relação sexual com a irmã da mãe
Não ter relação sexual com a esposa do irmão do pai
Não ter relação sexual com a esposa do filho
Não ter relação sexual com a esposa do irmão
Não ter relação sexual com a irmã da esposa enquanto a esposa viver
Não ter relação sexual com a mulher no período de sua menstruação
Não ter relação sexual com a mulher do próximo
Não deve o homem ter relação sexual com animal
Não deve a mulher ter relação sexual com animal
Não deve o homem ter relação sexual com outro homem
Não ter relação sexual com o pai
Não ter relação sexual com o irmão do pai
Não ter prazer corporal não sexual (intimidades) com mulheres proibidas para si exemplo: irmã, tia, nora, etc.
Não se casar com um bastardo
Não deve uma mulher ter relação sexual fora do casamento
Não deve um homem se casar novamente com uma mulher da qual se divorciou caso ela tenha se casado posteriormente
Não se casar com uma mulher viúva pendente de resolução de levirato
Não deve um homem separar-se de uma mulher virgem por ele estuprada, sem o consentimento dela
Não deve um homem separar-se de uma mulher se ele a difamou dizendo que ela não era virgem, quando de fato ela era
Não deve um eunuco ou homem com problemas nos testículos causado por acidente (incapaz de procriar) se casar
Não se deve castrar homem ou animal
Não proclamar um rei não judeu, mesmo se ele for convertido
Não deve um rei ter muitos cavalos
Não deve um rei ter muitas esposas
Não deve um rei possuir muito dinheiro


Aí estão!


Porque "mitzva"?

"Mitzva", ou melhor, "mitsvá"(מצוה), significa em hebraico, literalmente, preceito ou mandamento. O judaísmo não é uma religião de "acredite" e "não acredite", e sim uma religião de "faça" e "não faça". Enquanto somos obrigados a crer em treze princípios fundamentais, temos que cumprir 613 preceitos da torá!

Se alguém vier e lhe perguntar: "Você é religioso?" hoje em dia encontraremos muitos judeus que responderão: "Posso não me manter casher, posso não guardar o Shabat, talvez não cumpra nenhuma das leis da Torá, mas sou judeu no coração." Qual o significado desta declaração? É que judeus hoje, vivendo num mundo com outras influências dominantes - onde religião é definida por outros padrões que não os atos - estão se identificando como judeus "devotos". Muito mais do que simples fé ou credo, quando um judeu fala sobre D'us, deve estar mais preocupado com atos.

Você é um judeu, em termos judaicos, significa: "Você cumpre a Torá e as mitsvot? Observa a Aliança feita há muito tempo no Sinai - na qual, conforme dizem nossos sábios, cada alma judaica de todas as gerações estava presente e persuadiram D'us a nos tornar o Seu povo através da declaração 'Naassê ve Nishmá', 'faremos e [só então] entenderemos?'" Para o judeu, a revelação não foi um meio para que o homem visse a aparência de D'us. Ao contrário, foi a maneira que D'us usou para fazer os judeus saberem o que era importante para Ele através da revelação de Seu propósito, ao invés de Sua pessoa.

Ser um "judeu no coração" não é suficiente. A ênfase está nas ações, não em pensamentos; no corpo, não apenas na mente. Ter fé é fundamental, um judeu deve crer, sem dúvida. Entretanto, o propósito da crença em uma Divindade é assegurar que as mitsvot sejam cumpridas. A crença em D'us não é a mensagem, mas o meio. O objetivo não é D'us, mas uma vida de santidade, para a qual crença é simplesmente um pré-requisito. Em que deve um judeu acreditar? Deve tratar primeiro das ações, porque estabelecemos que para os judeus esta é a prioridade número 1.
Beit chabad - Sua referência judaica na internet.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Pêssach (wikipédia)












Pessach (do hebraico פסח, ou seja, passagem), também conhecida como Páscoa judaica, é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Shemot (Êxodo).

De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando de acordo com a Torá, Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do cordeiro, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos.

Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargas (como o rábano, por exemplo). À meia-noite, um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó. Então o Faraó, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou liberar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou ao Êxodo.

Como recordação desta liberação, e do castigo de Deus sobre Faraó foi instituído para todas as gerações o sacríficio de Pessach.

É importante notar que Pessach significa a passagem, porém a passagem do anjo da morte, e não a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho ou outra passagem qualquer, apesar do nome evocar vários simbolismos.

Um segundo Pessach era celebrado em 14 de Iyar,para que pessoas que na ocasião do primeiro Pessach estivessem impossibilitadas de ir ao Tabernáculo, fosse por motivos de impureza , ou por viagem .

Índice

[esconder]

[editar] Celebração da Pessach na época do Segundo Templo

Pessach caracterizava-se por ser uma das três festas de peregrinação ao Templo de Jerusalém. Um mês antes da festividade, Jerusalém tinha suas estradas reformadas e poços restabelecidos para garantir o conforto dos peregrinos. Geralmente todos aqueles que distanciavam trinta dias de jornada de Jerusalém vinham para as festividades, o que aumentava a população de cerca de 50 mil para cerca de três milhões. Estes peregrinos geralmente hospedavam-se na cidade e cidades vizinhas, acampando ou em casa de conhecidos.

Em 14 de Abib, pela manhã, o chametz (alimento fermentado) era eliminado e os sacerdotes do Templo preparavam-se para Pessach. O trabalho secular encerrava-se ao meio dia e iniciavam-se os sacríficios à quinze horas. A oferenda de Pessach constituia-se de cordeiros ou cabritos, machos, de um ano de idade, e abatidos pela família (era permitido um cordeiro por família) em qualquer lugar no pátio do Templo. O shochet efetuava o abate, e sangue era recolhido pelos cohanim em recipientes de prata e ouro, que passavam de um para outro até o cohen próximo ao altar, que derramava o sangue na base deste altar. O recipiente vazio depois retornava para novo uso. Estes recipientes não podiam possuir fundo plano par evitar a coagulação do sangue. Em seguida, o animal era pendurado e esfolado, e aberto tinha suas entranhas limpas de todo e qualquer excremento. A gordura das entranhas, o lóbulo do fígado, os dois rins com a gordura sobre estes e a cauda até a costela eram retirados e colocados em um recipiente, salgados e queimados sobre o altar.

As oferendas de Pessach eram feitas em três grupos com cada um de no mínimo trinta homens .O primeiro grupo deveria entrar e quando o pátio do Templo estivesse cheio ,os portões eram fechados .Os levitas entoavam o Halel e repetiam-no (se necessário) até que todos houvessem sacrificado seus animais .A cada vez que o Halel era entoado os cohanim tocavam três toques de shofar: Tekiá, Teruá e Tekiá.Após a oferenda queimada das partes do sacríficio , os portões eram abertos , o primeiro grupo saia ,e entrava o segundo e iniciava-se novamente o processo .E assim com o terceiro grupo .Após todos terem saído ,lavava-se o pátio da sujeira que ali acumulara .Um duto de água atravessava o pátio do Templo e havia um lugar por onde ele saía. Quando se queria lavar o chão era fechada a saída e a água transbordava inundando o recinto .Depois abria-se a saída e a água saia com todas as sujeiras acumuladas, ficando o chão completamente limpo .

Deixando o templo, cada família carregava seu animal sacrificado e o assava , fazendo em suas casas uma ceia festiva ,onde todos se vestiam de branco. Esta ceia seguia os príncipios do atual sêder de Pessach,com exceção da inclusão do cordeiro pascal. Após a ceia, muitos iam para as ruas festejar, enquanto outros iam para o Templo, que abria suas portas à meia-noite.

Com a destruição do Segundo Templo, a impossibilidade de haver um local de reunião e sacrifício tornou inviável a continuação dos sacríficios de cordeiros. Inicia-se então a transformação de Pessach em uma noite de lembranças, sem o sacrifício pascal.

[editar] Observâncias da Pessach após a destruição do Segundo Templo

Pessach é hoje uma festa central do Judaísmo e serve como uma conexão entre o povo judeu e sua história. Antes do ínicio da festa, os judeus removem todos os alimentos fermentados (chamados chametz) de seus lares e os queimam. Não é permitido permanecer com chametz durante a Pessach. Os objetos de chametz são escondidos, e outros, passíveis de um processo de casherização são mantidos, os utilizados para cozinhar passam pelo fogo, e os de comidas frias passam pela água. É proibido realizar qualquer trabalho depois de meio-dia de 14 de Nissan, ainda que um judeu possa permitir que um goy realize este trabalho.

A festa de Pessach é antes de tudo uma festa familiar, onde nas primeiras duas noites (somente na primeira em Israel) é realizado um jantar especial chamado de Sêder de Pessach. Desta refeição somente devem participar judeus e gentios convertidos ao judaísmo. Neste sêder a história do Êxodo do Egito é narrada, e se faz as leituras das bençãos, das histórias da Hagadá, de parábolas e canções judaicas. Durante a refeição, come-se pão ázimo e ervas amargas, e utiliza-se roupa de sair para lembrar-se do "sair apressado da terra do Egito".

[editar] O Seder de Pessach

A cada geração cada ser humano deve se ver como se ele pessoalmente tivesse saído do Egito. Pois está escrito: "Você deverá contar aos seus filhos, neste dia, "D'us fez estes milagres para mim, quando eu saí do Egito..."

Mesa preparada para a realização do Seder de Pessach.


Esta é a ordem a ser seguida no Seder de Pessach:

  • Kadesh (קדש - santificação) - Recitação do kidush e a ingestão do primeiro copo de vinho.
  • Urchatz (ורחץ - lavagem) - Lavagem de mãos.
  • Karpas (כרפס) - Mergulha-se karpas (batata, ou outro vegetal), em água salgada. Recita-se a benção e a karpas é comida em lembrança às lágrimas do sofrimento do povo de Israel .
  • Yachatz (יחץ - divisão da matzá) - A matzá é partida ao meio e embrulha-se o pedaço maior e separando-o de lado para o Afikoman .
  • Maguid (מגיד - conto) - Conta-se a história do êxodo do Egito e sobre a instituição de Pessach.Inclui a recitação das "Quatro perguntas" e bebe-se o segundo copo de vinho.
  • Rachatzá (רחצה - lavagem) - Segunda lavagem de mãos.
  • Motzi Matzá (מוציא מצה)- O chefe da casa ergue os três pedaços de matzá e faz as bençãos das matzot .As matzot são partidas e distribuídas.
  • Maror (מרור -raiz forte) - São comidas as raízes fortes relembrando a escravidão e o sofrimento dos judeus no Egito.
  • Korech (כורך -sanduíche) - Faz-se um sanduíche com a matzá, maror e charosset.
  • Shulchan Orech (שולחן עורך)- É realizada a refeição festiva.
  • Tzafon (צפון - escondido) - Aqui é comida a matzá que havia sido guardada.
  • Barech (ברך - Bircat HaMazon) - É recitada a benção após as refeições.Bebe-se o terceiro copo de vinho.
  • Halel (הלל -louvor) - Salmos e cânticos são recitados. Bebe-se o quarto copo de vinho.
  • Nirtza (נירצה - ser aceito) - Alguns cânticos são entoados e têm-se o costume de finalizar o jantar com os votos de LeShaná HaBa'á B'Yerushalaim - "Ano que vem em Jerusalém" como afirmação de confiança na redenção final do povo judeu.

Afikoman - Afikoman refere-se à matzá escondida em Yachatz ,comida ao final da refeição.

[editar] Chag Matzot

Matzá, pão sem fermento utilizado na comemoração de Pessach.

Chag Matzot (festa dos pães ázimos) é o nome dado ao sete dias de comemoração após Pessach. De acordo com a Torá é proibido ingerir chametz durante este período.

Sete dias você comerá matzot, mas no primeiro dia manterá a levedura fora de sua casa; porque aquele que comer pão fermentado será cortado do povo de Israel.

O primeiro dia será uma festa, e o sétimo dia será uma festa; nenhuma forma de trabalho será feita, exceto o trabalho que gera alimentação.

Observe este dia de uma geração em geração para sempre. No décimo quarto dia do primeiro mês ao por do sol comerás pão sem levedura, até o vigésimo primeiro dia do mês à noite. (Êxodo, 12: 14-18)

E Moisés disse ao povo: Lembre-se deste dia no qual saiu do Egito, da escravidão; pois por força de sua mão, D'us te tirou daquele lugar, e nenhum pão fermentado será comido. Você está se libertando neste dia do mês de Abib. Assim, quando D'us o levar para a terra dos Canaanitas, dos Hititas, dos Amoritas, dos Hivitas, e dos Jebuseus, que Ele jurou a seus pais lhes dar, uma terra onde flui o leite e o mel, você manterá este serviço neste mês. Sete dias você comerá pão sem levedura, e no sétimo dia será uma festa de homenagem a D'us. ( Êxodo 12, 3-6)

[editar] Curiosidades

  • É costume se estudar as leis referentes a Pessach trinta dias antes da festividade.
  • Em Israel, é fornecida farinha e outras necessidades aos pobres para que nada lhes falte em Pessach. O dinheiro para estas necessidades é originado de um imposto à comunidade.
  • Os primogênitos devem jejuar na véspera do Seder para relembrar a salvação dos primogênitos das pragas do Egito.As sinagogas costumam executar um Sium Massechet (término de estudo de uma Guemara) ,onde o primogênito que presencie o Sium não precise realizar o jejum.
  • Os judeus caraítas defendem que a palavra Pessach seja utilizada apenas em referência ao sacríficio , e não à festividade de Chag haMatzot.
  • Os judeus samaritanos ,que defendem a santidade do monte Gerizim continuam realizando os sacríficios pertinentes à Pessach até os dias de hoje.
  • Como não é economicamente viável jogar fora vários chametz, como por exemplo bebidas alcoólicas derivadas de cerais e de alto valor, como whisky, existe uma forma tradicional de venda do chametz, a Shetar harshaá.